Notícias de criptomoedas da 2ª semana de Agosto de 2026

Como escolher uma carteira fria para criptomoedas: dispositivos atuais

As carteiras frias permitem armazenar criptomoedas sem uma conexão permanente à internet. As chaves privadas ficam armazenadas diretamente no dispositivo, reduzindo o risco de ataques remotos e tornando esse método especialmente adequado para investimentos de longo prazo.

Ao escolher uma carteira de hardware, é importante considerar a reputação do fabricante, o nível de segurança, o suporte às blockchains necessárias e a abertura do código-fonte. Recomenda-se comprar os dispositivos apenas de vendedores oficiais, pois carteiras usadas ou modificadas podem representar um risco para os ativos.

Entre as opções populares estão OneKey, Ledger, Trezor, SafePal, Tangem e Ellipal. Elas diferem no formato, nos métodos de conexão, no número de redes suportadas e nos recursos adicionais de segurança.

OneKey e Trezor apostam no código aberto e em um alto nível de proteção. A Ledger oferece uma ampla variedade de modelos gerenciados pelo Ledger Live. A SafePal utiliza códigos QR para assinar transações de forma isolada. A Tangem oferece carteiras em formato de cartão com NFC, enquanto a Ellipal elimina completamente Bluetooth e Wi-Fi e utiliza códigos QR.

Na escolha de uma carteira, os principais fatores são segurança, confiabilidade do fabricante, facilidade de recuperação do acesso e suporte às criptomoedas necessárias.

Terceiro maior detentor de BTC não vendeu nenhuma moeda este ano

A empresa japonesa Metaplanet, frequentemente comparada à Strategy por sua estratégia de acumulação de BTC, não vendeu nenhuma moeda no primeiro semestre de 2026. No fim do segundo trimestre, a empresa detinha cerca de 43 mil BTC.

A administração da Metaplanet afirmou que as transferências entre os endereços da empresa estavam relacionadas a operações internas e não representavam vendas. No período, a companhia registrou um prejuízo de cerca de US$ 1,1 milhão.

A Metaplanet começou a formar sua reserva de BTC na primavera de 2024. Atualmente, ocupa o terceiro lugar entre as empresas de capital aberto em volume de reservas de criptomoedas. A estratégia é avaliada principalmente pela quantidade de BTC no balanço e por ação, e não pelas oscilações de curto prazo do preço.

A empresa também anunciou a emissão de BitBonds. Diferentemente de empréstimos garantidos por BTC, esses títulos não são lastreados pelas reservas de criptomoedas da empresa e dependem de sua capacidade de crédito.

BTC nesta semana: analistas apontam os próximos alvos

O BTC subiu cerca de 3,5% desde o início de agosto e chegou a superar US$ 65 mil. Os analistas esperam que dados de inflação, expectativas sobre as taxas de juros e o cenário econômico geral influenciem o mercado nos próximos dias.

As vendas de BTC por empresas de mineração também exercem pressão adicional. Os altos custos de produção obrigam algumas empresas a reduzir suas reservas, enquanto parte de sua capacidade é gradualmente direcionada para infraestrutura de IA.

No curto prazo, a tendência continua de alta. A zona de suporte mais próxima está entre US$ 64 mil e US$ 64,2 mil, enquanto os analistas apontam US$ 67,5 mil e US$ 70 mil como possíveis alvos de alta. No entanto, uma alta sustentada acima de US$ 70 mil–72 mil continua incerta diante dos riscos macroeconômicos.

Tether conclui maior auditoria e revela mudanças nas reservas de USDT

A Tether realizou pela primeira vez uma auditoria abrangente de suas demonstrações financeiras e recebeu uma opinião sem ressalvas. No fim de 2025, o valor dos ativos da empresa superava seus passivos em US$ 6,81 bilhões. A auditoria analisou ativos, transações, processos internos e documentos de propriedade, incluindo uma verificação independente das reservas de ouro.

No entanto, em meados de 2026, as reservas excedentes haviam caído significativamente para US$ 4,11 bilhões, cerca de 40% abaixo do valor registrado no ano anterior. A queda provavelmente esteve relacionada às oscilações no valor dos ativos mantidos nas reservas. Apesar da redução, a Tether continua mantendo uma margem significativa de reservas para sustentar a estabilidade do USDT. Agora, a atenção estará voltada para os próximos relatórios e para a transparência da estrutura das reservas.

Indústria cripto perde mais de US$ 14 bilhões com ataques hackers desde 2026

Desde 2026, a indústria cripto sofreu perdas superiores a US$ 14 bilhões em decorrência de ataques hackers e vulnerabilidades de software. O ano de 2026 já entrou para a história como o pior em termos de frequência de incidentes: apenas nos primeiros meses, foram registrados 164 ataques, 70% a mais do que durante todo o ano anterior.

No início de agosto, as perdas acumuladas em 2026 somavam cerca de US$ 1,2 bilhão. Embora o número de ataques seja elevado, esse valor ainda está significativamente abaixo do recorde de US$ 2,77 bilhões registrado em 2022. Especialistas associam o aumento dos ataques ao crescimento do setor e à adoção de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial. As perdas reais podem ser ainda maiores, já que as estatísticas frequentemente não incluem fundos roubados de carteiras individuais e outros tipos de prejuízos.

Outro problema significativo é a queda dos preços dos tokens após os incidentes. A reação do mercado muitas vezes provoca prejuízos várias vezes superiores ao valor dos ativos roubados. Em alguns casos, os tokens dos projetos afetados perderam de 70% a 99% de seu valor, transformando uma falha técnica em perdas financeiras catastróficas para os investidores.

Por que criptomoedas com uma economia real podem ganhar vantagem

As abordagens para avaliar ativos digitais estão evoluindo. Enquanto antes os investidores se concentravam principalmente no hype, na atividade das comunidades e nas expectativas especulativas, as métricas financeiras fundamentais começam agora a desempenhar um papel cada vez mais importante.

Ganham destaque os projetos capazes de gerar um fluxo de caixa estável e utilizá-lo para sustentar o valor de seus próprios tokens. Uma estratégia comum consiste na recompra e posterior queima de tokens, limitando assim a oferta de moedas em circulação.

Esse modelo pode transformar o cenário da indústria cripto. Plataformas com modelos de negócio transparentes, demanda sustentável por seus produtos e uma relação clara entre o desenvolvimento do ecossistema e o valor do ativo podem conquistar uma vantagem maior.

É importante lembrar que os ativos digitais continuam sendo instrumentos de alto risco. A existência de receitas ou de um programa de queima de tokens não garante proteção contra quedas de preço, mas esse fator ganha cada vez mais importância nas decisões de investimento no mercado.

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